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10 Agosto

BETA ALANINA

Fórmula Estrutural:

Fórmula Molecular: C3H7NO2 / NH2CH2CH2COOH

Peso Molecular: 89.09 g/mol

CAS: 107-95-9

Sinonímia: b-Ala; AI3-18470; beta-Aminopropionic acid; 3-Aminopropanoic acid; 3- Aminopropanoate; 3-Aminopropionic acid; 3-Aminopropionsaeure; beta-Aminopropionsaeure;

Propanoic acid, 3-amino- ; 2-Carboxyethylamine; Alanine, beta-; beta-Alanine; Abufene

 

Mecanismo de ação:

Este é o único aminoácido beta que ocorre naturalmente, mas não é empregado na biossíntese

das principais proteínas e enzimas. Estruturalmente, o nome IUPAC da 8-alanina é ácido

aminopropiônico 3 (ou - b). É um componente dos peptídeos naturais carnosina e anserina, assim

como do ácido pantotênico (vitamina B3), que, por sua vez, é um componente da coenzima A.

Sob condições normais, a b-alanina é metabolizada em ácido acético. É considerado um

vasodilatador periférico.

A síntese de Beta-alanina (N-carbamoil-beta-alanina amidohidrolase, EC 3.5.1.6; também

chamado beta-ureidopropionase) é a única enzima que catalisa a biogênese de beta-alanina em

animais. Representa o terceiro e último passo no catabolismo da pirimidina base uracil ou timina

para produzir beta-alanina ou 2-metil-beta-alanina. Estudos prévios demonstraram que esta é

uma enzima alostérica com coperatividade positiva para o substrato N-carbamoil-beta-alanina.

Tal regulamento alostérico desta enzima é consistente com os recentemente reconhecidos

papéis fisiológicos pleiotrópicos de beta-alanina: funciona no cérebro como um

neurotransmissor, na ativação de canais de íon, e na formação de dipeptídeos de carnosina

neural (beta-alanil-histidina), anserina (beta-alanil-metilhistidina), e beta-alanil-hipusine. Para

humanos, a produção controlada de beta-alanina é muito importante, desde que o metabolismo

anormal de beta-alanina em crianças é associado com disfunção neural, ataques apoplécticos ou

morte.

Potencializando a carnosina:

A carnosina é encontrada principalmente em fibras musculares do tipo II. Estas são as fibras

de "rápido-estremeção" e são importante para esportes explosivos, como corrida e

treinamento pesado. O aumento da concentração de carnosina no músculo é importante para

atletas porque a carnosina aumenta a capacidade de proteção do íon de hidrogênio

intramuscular (H+). A produção de H+ serve para combater a fadiga muscular dolorosa. A

carnosina aumenta sua habilidade para trabalhar duro prevenindo os músculos de se tornarem

muito ácidos durante exercícios físicos intensos, e mais, a carnosina no músculo mantém os

níveis baixos de acidez. A Carnosina mantém baixos os níveis de acidez nos músculos,

permitindo um treinamento mais pesado e longo.

A carnosina também é um substrato para a síntese de óxido nítrico, a enzima que é responsável

para gerar o óxido nítrico. Óxido nítrico é um gás produzido de forma livre naturalmente no

corpo e é usado para controlar a circulação do sangue, assim como também regular

atividades do cérebro, pulmões, fígado, rins, estômago e outros órgãos.

Treinos de alta intensidade causam estresse oxidativo nos músculos e resultam numa queda

brusca dos níveis de carnosina. Os radicais livres produzidos por treinos intensos causam a

peroxidação lipídica assim como a carbonilação de proteínas e fosfolipídios. Isto faz as

proteínas se separarem em um processo conhecido como proteólise. Pesquisa sugere que a

carnosina possa combater estas reações se houver bastante disto nos músculos. A biossíntese

de Carnosina é depende da disponibilidade de Beta-Alanina e L-Histidina. Uma deficiência em

L-Histidina reduz os níveis de carnosina nos músculos, enquanto que a suplementação com o

mesmo, aumenta os níveis de Carnosina. Pesquisa sugere que a suplementação com Beta-Alanina

e L-Histidina é o modo mais efetivo para se beneficiar de níveis elevados de Carnosina.

Ações farmacológicas:

A Beta-Alanina é um precursor direto e potencializador mais eficaz da carnosina, ou seja,

trabalha aumentando a capacidade de recuperação dos músculos através da elevação das

reservas de carnosina.

É requerido para o metabolismo da glicose e do triptofano. A beta-alanina é um constituinte da

vitamina B5 (ácido pantotênico) assim como a coenzima q10. Foi também demonstrado um

efeito de redução no colesterol.

Pessoas que sofrem de Epstein Barr (também às vezes referido à febre glandular) assim como

a síndrome da fadiga crônica, tem sido ligado a excessivos níveis de alanina enquanto mantém

níveis baixos de tirosina e fenilalanina.

Indicações:

> Aumento da força e resistência muscular;

> Potencializa os efeitos da creatina;

> Potencializa os efeitos da carnosina;

> Tratamento de menopausa;

> Pessoas com dieta baixa de proteínas;

> Redução do colesterol.

Como a Beta-alanina eleva as concentrações de carnosina nos músculos, pode ser usado por

qualquer pessoa que pratique esportes explosivos como corrida e treinamento pesado.

Dosagem:

400mg de uma a três vezes ao dia para tratamentos de menopausa.

Tomar aproximadamente 1300 – 1500mg de Beta-alanina e 300 – 400mg de L-Histidina 30 a 60

minutos antes do exercício.

Reações adversas:

Beta-Alanina não possui reações adversas, mas pessoas com problemas renais ou no fígado,

devem consultar o médico antes de ingerir aminoácidos em doses elevadas.

Contra-indicações:

Intolerância à Beta-Alanina.

Estudos científicos:

O envelhecimento está associado a uma redução significativa de carnosina (aminoácido) no

músculo, o que pode aumentar a fadiga durante o exercício. Sabendo que uma suplementação

com beta-alanina aumenta a taxa de carnosina no músculo, investigadores de universidades

como a de Oklaloma, EUA, decidiram pesquisar melhor os efeitos na forma física e recuperação

de homens e mulheres mais velhos, perante a toma deste suplemento (800 mg/3 vezes ao dia)

durante 90 dias. Comparando com o grupo placebo, o estudo publicado no Journal of the

International Society of Sports Nutrition sugere que uma suplementação com beta-alanina

(aminoácido presente em alimentos como o frango), por controlar os níveis de ph intracelular,

promove a endurance muscular na terceira idade, que segundo os investigadores, poderá ter

uma importância na prevenção de quedas.

Um estudo de Harris revela que 4 semanas de suplementação com beta alanina (4 a 6 g/dia),

resulta no aumento de 64% no músculo. Outra investigação examinou o efeito da suplementação

com beta-alanina nos níveis musculares de carnosina em indivíduos não-treinados. Este estudo,

duplamente cego, testou 20 homens entre os 19 e os 31 anos, suplementados com 4g de betaalanina ou com uma substância placebo, durante a primeira semana, e depois até 6,4g durante

nove semanas. Na semana quatro, os níveis médios de carnosina aumentaram 58%. Seis semanas

depois, um novo aumento de 15%. Os investigadores registaram ainda uma capacidade adicional

de 16% no trabalho ergométrico (bicicleta).

Um outro estudo observou os efeitos da suplementação com beta-alanina, em sujeitos não

treinados, na capacidade de esforço no limiar da fadiga. Os participantes avaliados

consumiram, de forma duplamente cega, 1,6g de beta-alanina ou um placebo, quatro vezes por

dia durante seis dias, e depois 3,3g por dia durante 22 dias. Os resultados revelaram uma

capacidade aumentada no grupo de beta-alanina em relação ao placebo. Os dados sugerem que a

suplementação com beta-alanina por períodos de 28 dias pode atrasar o aparecimento da

fadiga neuromuscular e melhorar a capacidade do trabalho físico.

Referências:

Fabricante: Dunnett M & Harris RC: Influence of oral beta-alanine and L-Histidine supplementation

on the carnosine content of gluteus medius. Equine Vet J 30: 499 - 504, 1999

Maynard ML, Bossonneault GA, Chow CK, Bruckner GA: High levels of dietary carnosine are associated with increased concentrations of carnosine and in rat soleous muscle. J

Nut 131: 287-290, 2001

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